Negócios e Política

Cresce o número de mulheres com alta qualificação profissional

Com maior formação educacional, as mulheres têm ocupado um destaque cada vez mais significativo em todas as áreas do mundo do trabalho

Entre os anos de 2013 e 2019, o número de doutorandas brasileiras teve um crescimento de 61%, conforme dados apontados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), inclusive um número superior ao dos homens no mesmo período com esta formação. Observa-se também que esse público feminino tem contribuído de forma significativa para as soluções dos problemas da sociedade, como, por exemplo, nas pesquisas de medicamentos para tratamento de diversas doenças, como vimos recentemente cientistas da Universidade de São Paulo (USP) buscarem soluções para o combate à COVID-19, um desafio enorme, já que as mulheres, além de profissionais, têm que conciliar sua vida com a maternidade, a sobrecarga de trabalho e outras tarefas consideradas femininas.

Mesmo com uma data comemorativa mundial, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ainda aponta a desigualdade salarial entre as mulheres e os homens, ou seja, toda uma luta histórica que motiva cada vez mais a população feminina a ocupar cargos e funções essenciais e transformadoras para uma sociedade mais justa e realizada. Este fato é também um dos destaques nos dados de registros de patentes, visto que o aumento significativo de pedidos pelo público feminino cresceu. Assim como o crescimento na produção de artigos científicos importantes para a ciência mundial.

Dados do relatório Education at Glance 2019, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revelam que 34% das mulheres brasileiras têm chance de concluir o ensino superior, se comparado ao público masculino, porém a oportunidade de emprego ainda continua menor. A dificuldade de inserção no mercado de trabalho é justificada em razão do campo de atuação: enquanto as mulheres voltam-se para a educação, ciências sociais, jornalismo e informação, os homens buscam a formação nas áreas de tecnologia da informação e da comunicação, engenharia e construção. Logo, a empregabilidade, o encarreiramento e os ganhos salariais são diferenciados, porém outros motivos também contribuem para essas disparidades, principalmente no que se refere ao gênero, natureza do trabalho, progressão profissional e até mesmo às responsabilidades da vida familiar, mesmo que tenham formação superior mais especializada.

Nos últimos anos, a presença da mulher brasileira em diversas áreas de atuação tem se modificado, tanto nos setores privados, como públicos, e cada vez mais são representadas em cargos de comando nas empresas, assim como em funções políticas. A oportunidade de um trabalho onde as condições são idênticas entre as pessoas está na participação de provas públicas, como o concurso SEDF (Secretaria de Educação do Distrito Federal); para tanto, é importante acompanhar os editais e preparar-se para o certame, para conquistar todos os benefícios e desafios de uma carreira.

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