Negócios e Política

Jornada de trabalho com mais de 6 horas diárias não aumenta produtividade; na verdade, é menos eficiente

O novo modelo de regime de trabalho de 6 horas diárias é mais produtivo e deixa os funcionários mais felizes, aponta estudo

O regime de trabalho de oito horas diárias, com um intervalo de uma hora para refeição, é a realidade de muitas pessoas aqui no Brasil. Mas embora esse seja um método muito bem estabelecido, estudos recentes mostram que ele já não é mais o modelo de trabalho ideal, levando em conta o novo estilo de vida das pessoas e a quantidade de tecnologia envolvida no dia a dia de cada um.

Prova disso é um estudo de pesquisadores da Suécia, que observaram, ao longo de 23 meses, uma equipe de enfermeiras em uma unidade de saúde com jornada de trabalho de apenas seis horas diárias. Os resultados demonstraram que uma redução na quantidade de horas trabalhadas semanalmente ajuda na diminuição do estresse, além de aumentar a produtividade e o engajamento dos funcionários.

Estresse

Um dos fatores que mais contribui para o esgotamento físico e mental de um funcionário é o estresse, seja pela sobrecarga de trabalho, problemas diários ou mesmo desentendimentos entre colegas. Além disso, a hiperconectividade, como grupos de conversa e e-mail atrelados ao celular pessoal, faz com que os colaboradores sintam que ainda estão trabalhando mesmo fora do ambiente de trabalho.

Redução de erros

Em um regime de seis horas diárias, os funcionários ficam menos sobrecarregados e são menos propensos a cometer erros durante a rotina de trabalho. Ou seja, trabalhar por esse período dá oportunidade para os funcionários poderem recarregar as baterias de forma eficiente, podendo assim desempenhar seu papel com maior produtividade, ao contrário da jornada de oito horas, que deixa o funcionário mais sobrecarregado e, portanto, menos produtivo.

A socialização afeta o desempenho

A socialização em si é extremamente benéfica para o desempenho dos funcionários, porém, quando excessiva, seu efeito é inverso: funcionários que passam muitas horas semanais trabalhando juntos tendem a se cansar da companhia um do outro e a criar conflitos internos, que afetam de forma prejudicial o desempenho do grupo. Já em um regime reduzido o tempo de convivência é menor e, portanto, com mais qualidade, trazendo apenas os benefícios da socialização no trabalho.

Mais saúde física e mental

Como é repassado por lei e ensinado no curso de gestão,os líderes devem prezar pela saúde física e mental de seus funcionários. Em um regime tradicional de oito horas, ficou comprovado pelo estudo feito na Suécia que os funcionários tiram 4,7% mais dias de licença, devido a doenças, esgotamento, burnout, entre outros problemas.

Com um regime encurtado, os funcionários possuem mais tempo hábil para participar de atividades mais saudáveis, e isso resulta em colaboradores com um sistema imunológico mais robusto e menos propenso a adoecer. Isso também impacta na imagem que os funcionários possuem de seus empregadores. Com um regime mais curto, os colaboradores se sentem mais valorizados por receberem 10 horas “de descanso” semanais. Funcionários valorizados são mais engajados em seu papel e produzem mais por estarem em um ambiente onde se sentem felizes.

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